terça-feira, 23 de agosto de 2016

Prisões

Ia escrever uma nova postagem e lembrei de um vídeo que traduz exatamente o que eu quero dizer. 


Quem te limita? Quem te aprisiona?





segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Bravura


De dentro

"Sem aceitação da nossa realidade presente, poderemos instaurar um regime de cobranças injustas e intermináveis conosco e posteriormente com os outros. A mudança para melhor não implica em destruir o que fomos, mas dar nova direção e maior aproveitamento a tudo que conquistamos, inclusive nossos erros."

Ermance Dufaux, no livro "Reforma íntima sem martírio"


SE ACEITE. SE PERDOE. SE AME.
Você verá quanta força, aos poucos, irá surgir do seu interior. 



segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Seja bem-vinda, crisálida

As borboletas não nascem borboletas. Enquanto lagartas, possuem sua função, mas entendem que precisam se transformar em algo mais. Sendo assim, tecem um sedoso invólucro ao seu corpo, uma crisálida, e inicia-se a mudança. Seu tecido se modifica em um processo específico. 
Quem vê se fora, pode pensar: "Se eu abrisse o casulo, libertaria logo a borboleta. Ela não precisaria esforçar-se tanto para conseguir voar". Muitos já sabem que abrir o casulo pode matar a lagarta em transformação. E ela, se pudesse responder aos desavisados, diria: é na crisálida que minhas asas se desenvolvem, que eu me modifico e adquiro condições para que a minha existência continue seguindo seu curso". 
Esse período de mudança é necessário, mas não fácil. Apesar disso, ele sempre se concluirá. E posteriormente, se verá uma borboleta bela e livre voar adiante, sem olhar para trás, fitando o horizonte.
Como as borboletas, somos nós. A transformação é necessária; as pessoas devem ansiar serem melhores... mais amorosas, compreensivas, cooperativas, caridosas; sejam com os outros ou para consigo mesmas. Mas o aprendizado que nos faz crescer só pode ser adquirido por cada um de nós. Ninguém pode tomar o nosso lugar, sob o preço de não aprendermos nada, de fato. Mas por mais difícil que possa parecer, conseguiremos crescer. Nossas asas irão se desenvolver. E, mais leves, iremos voar, contribuindo de nossa parte com nosso próprio bem, o bem da humanidade e a obra da Criação. Pois aquele que decide mudar a si mesmo já inicia, por si só, uma mudança no mundo.


domingo, 14 de agosto de 2016

Desperte e seja feliz

Em muitos momentos nos cobramos demais. Cremos ser difícil (com ares de praticamente impossível) dar esse ou aquele passo, aceitar essa ou aquela situação, e a partir dessa exigência severa para conosco mesmos, paralisamos. Esquecemos, porém, que deixando o amor fluir dentro de nós, em um movimento de autoamor e autoaceitação, que tende a se expandir também para o exterior, nos sentimos melhor com aquela parte de nós que queremos melhorar e mais firmes para caminhar para que essa mudança se concretize. 

Apenas abstrações? Não. Talvez seja uma pista, uma dica, que pode levar a todos nós por um caminho de autoconhecimento que, se bem direcionado, com certeza será enriquecedor. 

Que não tenhamos medo de olhar nosso verdadeiro eu cara-a-cara. Mas saibamos reconhecer nossas qualidades e aceitar imperfeições e defeitos que nos desagradam. Pois só aceitando sentiremos em nosso coração a firmeza de se estar buscando um crescimento harmônico.



"Um novo dia
Nova Aurora
Depende só de nós
Desperta a nascente que há em ti
Desperta o que adormece em teu coração
E faz nascer o amor
Uma luz nos caminhos"

André Machado

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Do ócio à utilidade

Sentados em frente à TV, tomando um iogurte grego, descansando de um dia corrido, entre outros momentos, a Preguiça entra pelo cômodo e senta ao nosso lado. Inicialmente, diz estar apenas acompanhando um momento de relaxamento. Nada demais, só quer assistir a série que você gosta, experimentar seu sabor preferido de iogurte ou ler junto com com você as postagens naquele grupo sobre cabelo. Você não percebe, porém, que as visitas inocentes vão se tornando cada vez mais frequentes e pouco tempo depois ela já abre a porta da geladeira, põe os pés em cima do sofá e pergunta o que tem pra jantar.
Sem perceber, ela ficou íntima do seu ser. É como dizem: "Dá dinheiro, mas não dá intimidade". O que fazer, então, pra reverter o processo?
Já há algum tempo, um amigo me deu um conselho, me alertando contra a preguiça:
Se você andar muito com ela, vai se viciar em fazer nada, toma cuidado. No começo será só fisicamente, mas depois até a mente vai parando. Não é culpa dela, você tem discernimento pra escolher. Te alerto, apenas, para que não seja pega desprevenida. Resista...

Respondi, perplexa:
— Nossa, Trabalho, que exagero... depois de encerrar um período turbulento na faculdade eu mereço descanso... De forma moderada não terá problema. Certo?
Claro. O descanso é muito justo. Mas a ociosidade faz um tremendo mal aos desavisados...
— Fique tranquilo. Ficarei bem. Mas obrigada pelo alerta.

Ele estava certo. Pouco a pouco uma vontade de fazer nada me tomou. Porém, o mais estranho, é que ela me incomoda. Ou seja, não gosto de não fazer nada, sinto-me inútil, mas não tenho vontade de fazer coisa alguma. Paradoxal sim ou claro?

Sendo assim, essa curta amizade precisa de limites. A Preguiça não é o problema, por si só. Ela existe, ponto. Eu é que não soube agir bem diante da sua influência. Não soube resistir às nossas afinidades, como aquela pessoa que se sente inclinada a comer demais, passa mal ao fazê-lo e, mesmo assim, se sente tentado a fazê-lo quando encontra a Gula.

Tendo aceitado, agora, que ela existe e que não pude resistir às suas influências, chega o momento, então de reagir! Que antídotos terei eu a meu favor? Quais serão as receitas de bolo que os bons amigos poderão me indicar? Lembrei-me, então, de Trabalho. Fui correndo pedir ajuda a ele, que me convidou a acompanhá-lo. Estive livre para planejar e executar atividades e ainda que a Preguiça tenha me ligado, eu avisei que estava ocupada. Não havia mais tempo a perder fazendo nada; nada no corpo, pouco na mente, bem pouco na vida. Isso não é vida. Até quando o corpo está inerte e a mente comprometida, pode ainda haver pensamento correndo, saltitando, passeando pela mente de alguém. Que amizade era essa, afinal, que me impelia a abrir mão disso? De pensar e agir e, consequentemente, sentir-me bem comigo mesma. Preferi ficar com meu amigo Trabalho.
Achei que o dia seria pesado, cansativo, porém ativo. Arregacei as mangas e me preparei pra um dia difícil. Enganei-me. Disse ele que o líder da obra, na qual fui convidada a colaborar, não exige de ninguém aquilo que a pessoa não pode oferecer. Nenhuma tarefa que chega é mais pesada do que cada um pode suportar. Eu não podia receber notícia melhor! Sentia-me bem, sentia-me útil e o dia rendeu como nenhum outro! Porque além dos braços estarem à postos em tarefas necessárias para mim e para outros, a minha mente estava mais tranquila. Hoje eu pude dizer que cumpri com a tarefa do dia: ser útil em qualquer nível, de qualquer maneira, de boa vontade. E isso, querido leitor, é um exercício a ser renovado dia após dia.

Voe!


domingo, 7 de agosto de 2016

A vontade

Acreditei, por um momento, que encontraria um monstro pela frente. Tive medo, tremi e chorei, sem conseguir livrar meu coração dessa preocupação. O encontro, porém, se fazia necessário. Ele estava no trajeto entre eu e alguém por quem tenho imenso carinho e contava com a minha presença.
No dia do encontro, fui trabalhando o meu coração. Por que assustar-me tanto? Que males esse monstro poderia me fazer? Cruzaria com ele, sim, mas também estaria junto àquele que me é tão caro e que solicitou, com muito carinho, que eu fosse testemunha de seu momento feliz. 
Lentamente fui parando de pensar em dificuldade, desafio, dor, monstro e mal. Pensei na felicidade do meu amado, nas suas lágrimas de alegria, na realização de seu sonho, no convite dele para que eu me tornasse parte daquele momento. Meu coração foi serenando... 
Chegando a hora da partida, o medo ainda estava ali, mas a alegria era maior. Fui. Avistei o monstro à frente. Tive medo, mas busquei ser firme, não entregar meu coração a ele tão facilmente. Se o monstro quisesse tomar-me por completo, teria que tornar-se mais assustador. Com o coração na mão, bebi água, respirei fundo, busquei ouvir as vozes conhecidas dos amigos e colegas, distrair-me com seus risos frouxos em um dia tão especial, e, finalmente, a batalha foi vencida, quando vi minha melhor amiga de infância entrar naquele salão, vestida de noiva.
Senti, em meu coração, gratidão. Por poder presenciar aquele momento na condição de madrinha, por estar viva, por Deus estar ao meu lado, me ajudando a pôr correntes naquele monstro que rugia, mostrava os dentes e mexia-se agressivamente, mas que não tinha poder para me tocar, para me fazer um mal real. Eu era senhora dele. E como um adestrador trabalha junto a um animal a fim de torná-lo dócil e obediente, inicio minha jornada em domesticar o monstro, não mais permitindo que ele me constranja e se coloque no meu caminho de forma a me impedir o ir e vir. Se estiver a meu lado, que seja na coleira, dócil, até que esteja pronto para ser solto pelas ruas, sem mais agredir a ninguém.
Eu sou senhora dele. E o medo, esse mal mediador, uma vez que está sempre favorecendo o outro lado, está fadado a ser demitido.


"Nenhuma força permanece estéril, quando se exerce de maneira constante, com vistas a um objetivo condizente com o direito e com a justiça. É este o caso da vontade; ela pode agir igualmente durante o sono e em vigília, pois a alma valente, que determinou para si um objetivo, busca-o tenazmente, tanto numa quanto noutra fase de sua vida, estabelecendo, assim, uma corrente poderosa, que mina lentamente, silenciosamente, todos os obstáculos".
Léon Denis

sábado, 6 de agosto de 2016

Deixe a luz entrar

Tem vezes que a gente se vê no meio do nevoeiro. Nada se vê adiante, o medo ganha espaço no coração e a ansiedade se aproxima aos poucos, porque se deseja muito voltar a enxergar um panorama melhor; a luz do sol, o céu, as estrelas. O que não se percebe é que o nevoeiro é filho do nosso próprio pensamento... O pensamento é criador, como Léon Denis lembra. Ele interfere completamente no panorama interno de cada indivíduo. Sendo assim, modificar o pensamento é contribuir de forma efetiva para que a névoa se dissipe cada vez mais e se possa perceber, novamente, a beleza da natureza e do mundo, exterior e interior.
E ambos os mundos são lindos. Basta ter olhos de ver... Se ainda não encontrou essa beleza em si mesmo, ajeite os óculos... Talvez seja preciso, até, mudar as lentes. Mas lembre-se sempre: você é capaz de perceber. É capaz de criar um novo ambiente interno com seu pensamento, de fazer luz em si mesmo, de perceber qualidades que já possui e ainda não consegue reconhecer. 


"Amigo, brilha o sol
Além de sua janela
Perceba ao seu redor
O quanto a vida é bela

Acenda em você
O brilho de dormita
Liberte as asas, voe
Ao encontro do mais puro amor
Abrace o infinito

Desperte para a luz, deixe o amor brotar
Frutificar de vez, que a vida é muito mais
Depende de você querer acreditar
Que pode ser feliz e, enfim, se libertar"

Eduardo Barreto

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

No coração do jardim há uma flor. Não se sabe bela, mas deseja ardentemente conhecer a beleza do mundo. Aspira a brisa do vento como se estivesse a se alimentar dela. Há, nessa flor singela, leveza, empatia e amor. Ela deseja crescer, desabrochar e espalhar os gérmens do amor por toda parte, mas, para começar, deseja cultivá-lo através dessa página.




"Deixe algum sinal de alegria por onde passar."
Chico Xavier