segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Seja bem-vinda, crisálida

As borboletas não nascem borboletas. Enquanto lagartas, possuem sua função, mas entendem que precisam se transformar em algo mais. Sendo assim, tecem um sedoso invólucro ao seu corpo, uma crisálida, e inicia-se a mudança. Seu tecido se modifica em um processo específico. 
Quem vê se fora, pode pensar: "Se eu abrisse o casulo, libertaria logo a borboleta. Ela não precisaria esforçar-se tanto para conseguir voar". Muitos já sabem que abrir o casulo pode matar a lagarta em transformação. E ela, se pudesse responder aos desavisados, diria: é na crisálida que minhas asas se desenvolvem, que eu me modifico e adquiro condições para que a minha existência continue seguindo seu curso". 
Esse período de mudança é necessário, mas não fácil. Apesar disso, ele sempre se concluirá. E posteriormente, se verá uma borboleta bela e livre voar adiante, sem olhar para trás, fitando o horizonte.
Como as borboletas, somos nós. A transformação é necessária; as pessoas devem ansiar serem melhores... mais amorosas, compreensivas, cooperativas, caridosas; sejam com os outros ou para consigo mesmas. Mas o aprendizado que nos faz crescer só pode ser adquirido por cada um de nós. Ninguém pode tomar o nosso lugar, sob o preço de não aprendermos nada, de fato. Mas por mais difícil que possa parecer, conseguiremos crescer. Nossas asas irão se desenvolver. E, mais leves, iremos voar, contribuindo de nossa parte com nosso próprio bem, o bem da humanidade e a obra da Criação. Pois aquele que decide mudar a si mesmo já inicia, por si só, uma mudança no mundo.


Um comentário: